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25 julho 2009

Tell me more

O dia era da tequila, mas a festa foi do espumante. Tudo meio assim de repente - poderia até arriscar que obra do acaso, que armou um cenário perfeito para que todos pudessem, providencialmente, estarem juntos, no mesmo lugar, fazendo praticamente a mesma coisa. E, todo mundo sabe, contra o Cosmos não há nada que se possa fazer.


Tampouco há muito que se possa fazer para fugir
de um hábito majoritário de nossa região: comer. Onde mais poderia exisitir uma festa em que as pessoas pagam apenas para comer?! Não há nada para ver ou fazer além de comer.
Get the picture: você compra o ingresso, entra em um grande salão e recebe um garfo e um copo. Depois, começa a andar em círculos, passando pelas barranquinhas dos expositores, espetando comidas mil e tomando bebidas mil, num ciclo que só terá fim quando for humanamente impossível ingerir qualquer coisa sólida ou líquida.



Nessa convenção regional de glutões, você consegue claramente distinguir dois grupos de pessoas (ok, três se for criar a categoria dos que não são beijados na boca e fazem a reivindicação publicamente):

- Grupo 1: os comedidos. São os que vão a um tipo de evento desses e comem e bebem - se não moderadamente, que é impossível no contexto - dentro de um limite de normalidade. Eles experimentam vários tipos de pestiscos, bem talvez no máximo até ficarem alegres e vão para casa com seus estômagos cheios.

- Grupo 2: aqueles que não tem noção de limite. São as pessoas que trabalham com metas absurdas do tipo: beberemos X número de taças e só iremos embora depois que o primeiro for no banheiro expelir o fígado pela boca. Nessa leva estão aqueles desprovidos do hormônio que regula o senso de 'meio termo'. Para eles, só o extremo vale. Eles conduzem as experiências quase sempre ao limite e só aceitam o excesso como processo catártico.

Registro do estudo in loco dia 24 de julho, em Carlos Barbosa.

1 comentários:

Rico disse...

eu comi, comi, comi e ainda não saiu nada...