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09 novembro 2010

a boa do dia


medíocre
me.dí.o.cre
adj (lat mediocre) 1 Médio ou mediano. 2 Meão. 3 Que está entre bom e mau. 4 Que está entre pequeno e grande. 5 Ordinário, sofrível, vulgar. sm 1 Aquele que tem pouco talento, pouco espírito, pouco merecimento. 2 Aquilo que tem pouco valor.

07 novembro 2010

.. aaaah ..

Sim, claro, lembrei: porque existem, sim, trigos entre o joio.

06 novembro 2010

Porque é sempre assim

Mais um ano chega ao fim - do tempo interno, falo agora - e deixa como resultado a renovação no descrédito para com as pessoas. Obviamente eu devo ter sido criada em uma terra de faz-de-conta onde tinha-se o hábito de acreditar que as pessoas eram boas.

Odeio soar amarga e negativa, mas é que assim - já carrego uma tonelada de anos nas costas e estou começando a me cansar de só perceber que as pessoas são falsas, interesseiras, egoístas e egocêntricas. E que todo mundo vive de joguinhos pra lá e pra cá, e de encenações e artificialidades. E que o cinismo impera.

Não sei por que isso me choca ainda. Por que será que tendo a acreditar que as pessoas são boas se, na verdade, elas só provam que não? E qual é esse conceito idiota de 'pessoa boa', se todo mundo é igual na execução diária dessas artimanhas? Como você vai dizer que é um padrão errado se todo mundo segue nele ...

Talvez eu realmente não tenha fibras para encarar o tal convívio social. E talvez o sonho do hábito não passe de uma utopia de fuga de tudo isso.

E talvez eu devesse ter nascido com uma vibe menos maria do bairro.

02 novembro 2010

Agenda

Poucas coisas são tão gratificantes quanto se antecipar a uma pendência e resolvê-la antes do deadline. Se nem todas são passíveis disso, visto a quantidade de variáveis que envolvem, detemo-nos naquelas sobre as quais temos algum controle. No caso, escolhi a comemoração do meu aniversário. Porque se tem alguem que pode modificar a data de aniversário de acordo com a disponibilidade da agenda é o próprio aniversarianete. Antecipei boa parte delas, no melhor estilo 'quanto mais orgia, melhor'.

Num breve retrospecto, só pra não deixar ninguém no vácuo e nem entendiar os demais: porrezinho de espumantes, jantinha com presunto parma e figo (só o que eu conhecia no menu, mas enfim, a gente precisa ter mente aberta quanto a comidas sofisticadas); almocinho típico na vibe tarantella e depois uma bela 'toda fritura que você puder comer', fechando com uma tequila com efeito adstringente.

No fim, tudo tinha um propósito: extinguir o mito de que comemorar aniversário antes dá azar. So far, so good.

09 outubro 2010

Do que não se sabe

Se em vez de um blog eu tivesse um twitter, talvez postasse algo assim: Olha, me deixa quieta que eu não sei!
Mas, como optei pela mídia social das divagações, vamos lá.

Dois dias atrás entrei com ambos os pés no meu inferno astral. Odeio-o. Especialmente quando ele se faz sentir por todos os poros, em uma espécie de efeito placebo ao contrário.

Daí entra num período meio 'O Grito', porque tudo meio que incomoda e parece deslocado. Sabe quando as peças estão todas embaralhadas, caindo como no tétrix, e você não sabe se elas vão cair do jeito certo? É isso (vibe vamos construir uma ponte de metáforas em nós, sacaram, né).

E tem uma frase que não me sai da cabeça: você consegue atrair mais moscas com mel do que com vinagre. Mas, gente, quem quer moscas por perto?! Isso não faz sentido. A menos que: seria eu também uma mosca? Seríamos todos? Depende, em partes, sim. E, embora eu ache que não é bem desse jeito, sinto que é necessário por a minha máscara e vamos todos para o baile.

De que lado é o certo e o errado mesmo? Em qual sentido caminham aqueles que encontraram a razão? Queria seguir.

E sabe, sinto falta daqueles - momentos e pessoas - em que a gente pode simplesmente ser. Sem cena. Mas, pelas ausências, distâncias e afastamentos, tudo o que pode ser feito agora é introspectar. E tentar encontrar ainda por aí um pouco de cumplicidade.

Acho que vou ficar em silêncio e tentar espalhar um pouco de mel, só pra ver como que fica.

27 setembro 2010

Frase do dia

Parafraseando Caco:

"semana começou péssima e sem previsão de melhorar. neste nível."

E isso resume tudo o mais para o mês de setembro.

26 setembro 2010

It's a kind of magic

Então que sexta-feira, por alguma inexplicável vibe cósmica, saí mais cedo da phirma e, no caminho pra casa, encontrei na vitrine de uma loja o Mickey do desenho Fantasia (super ultra clássico infantil, se você não lembra, veja aqui).

Daí que comprei o dito bichano de pelúcia - porque um pouco de mágica na vida da pessoua sempre vem bem. E segui indo pra casa. Quando desembarcávamos do carro pra ir comer os benditos sanduíches nossos de cada dia, uma moça nos aborda na rua. Perguntando se tínhamos tempo!! Tempo, gente!

Resumo da ópera: a moçoila havia parado seu carro e, na meia dúzia de passos que deu até chegar ao paquímetro pegar sua ficha de estacionamento, conseguiu perder a chave. Tudo bem que todo mundo sabe que chaves só existem para serem perdidas - quem nunca perdeu a sua .. Nobremente, em vez de julgar, fui ajudar a procurar, né.

Mas imagine que eram 19h, às margens da praça mais escura do hemisfério. Pergunta se achamos a dita chave. Não, né. A essas alturas, a dona-alienada estava prestes a ter um chilique e começou a narrar a série de desventuras de sua vida: previamente, havia caído da escada, raspado o carro num poste e, agora, estava trancada para fora do carro, sem chave, com a bolsa e o celular dentro do carro! Precisava se benzer. Quando a pessoa começa a dizer publicamente que precisa se benzer eu fico com pena, né, bom ser humano que sou.

Aí oferecemos carona pra tal moça até sua casa - que, claro, ficava do outro lado da cidade - para que ela pudesse buscar a chave reserva e voltar para sua casinha, com seu carrinho, feliz da vida. Entre lágrimas, a moça cuja noite salvamos não parava de repetir: 'vocês não sabem como me ajudaram. não tenho como agradecer'.

Moral da história: eu comprei um Mickey aprendiz de feiticeiro, mas quem fez o truque na noite fui eu, Acabei ganhando de brinde a oportunidade de fazer mágica pra vida dos outros.

15 setembro 2010

Dark side

Deus e vocês, caros leitores, sabem o quanto eu repudio parênteses ficcionais com apelo pseudo-cultural. Mas, desta vez, não tenho como evitar: acho que corro o risco de estar indo para o Lado Negro da Força.

Sim, explico a pira. Tenho perdido a paciência com uma frequência muito mais alta do que a recomendada pelos padrões internacionais de segurança alheia. Tenho tido raivas monumentais. Desgostos ferrenhos. Raivas colossais. Externado desagrados de maneiras impensáveis.

Talvez a política da boa vizinhança esteja dando adeus ao meu ser e, em breve, eu me defina como uma vilã canhestra que dissemia o ódio.

Em vez de ser a senhoura simpática, de coque, na cadeira de balanço, lendo para os netos, posso vir a ser a velha rabugente sempre com o mesmo coque, ragendo a cadeira de balanço, com os cantos da boca pesadamente vertendo para baixo, maldizendo a humidade no mesmo sibiliar que o de uma benzedura.

11 setembro 2010

a coin

No que você está pensando agora?

06 setembro 2010

A César o que é de César

Há que se dizer: se Bento tem alguma coisa de decente é o fato de que, aqui, as pessoas jamais param de trabalhar. Seja feriado civil, sacro ou seja lá do que, cada um segue desempenhando suas atividades normalmente, até que a morte os separe. É algo obsessivo-compulsivo, que não tem trégua jamais.

Que bom! Não tem como a pessoa se sentir deslocada por estar no escritório, no meio do feriadão, com uma tarde de sol a sua frente, num contexto desses.

30 agosto 2010

Oui!

França não seria meu destino prioritário na Europa. Mas, como bem dizem, se você não vai à França, a França vai até você.

Eis que saio do escritório para mais um momento de bizarrice que meu precioso trabalho  me reserva. Um jantar em um nobilíssimo restaurante DO MAIS caro e sofisticado hotel-spa da serra. Que parece muito mais um palácio - francês, oh!.Encontro de trabalho, acompanhando um cliente que receberia uma comitiva de francese, só pra contextualizar.

(Embaixada, diplomacia, enfim: por favor, não criem uma guerra por causa desse post.)

Tudo começou com um uber constrangedor momento 'que língua vamos falar?'. Um dos nativos só falava o português. O inglês, como todo mundo sabe, não é a preferência dos franceses. Então ficamos lá, aflitivamente jogando conversa fora como monossílabos no sofá da babel por séculos, até que a bendita da tradutora desse o ar da graça.

Se você pensa que, à mesa, as coisas melhoraram, enganou-se. Imagine toda uma conversa em três tempos. Nesse esquema: pessoa 1 fala; tradutor traduz; pessoa 2 fala; tradutor traduz; pessoa 3 quer fazer um comentário; demais pessoas que comutam a língua rienm; tradutor faz o comentário; falantes das demais línguas riem, totalmente fora do tempo da piada. Um horror de aborrecido.

Então você bebe o tal brut francês esperando que vá ficar tudo bem e a porcaria da bebida é cara demais pra descer corretamente pelo esôfago dos pobres e, claro, causa um engasgamento - que, pelo menos, é linguagem universal e não precisa ser traduzido.

Seis horas depois - sim, porque nada é mais longo que um jantar com franceses, servido à francesa, com comensais monolingues - acabo com um biscoito com creme de queijo e uma sujeira de goiabada - tudo isso mais ou menos do tamanho de um amendoim - que custou R$ 15,00; uma pilha de pelo menos oito gafes cometidas - entre elas a de ter bebido a taça de champagne antes do anfitrião propor o brinde (brindamos umas dez vezes nesse jantar, mas não sei a troco de quê) e a certeza de que preciso urgente exercitar meu inglês.

23 agosto 2010

Adios

Sabe quem está se despedindo dessa existência? Meu fígado. Ele está dando sinais de exaustão.Tivemos bons momentos juntos mas nossa história termina por aqui.  Poucos anos mas bem vividos. Agora ele entrará em período de reconstituição.

Copos arriba e um brinde por seu pronto restabelecimento!

20 agosto 2010

Para um fim de semana de sucesso

10 agosto 2010

Uma noite no museu

Tá, tá mais pra uma noite no escritório .. mas olha só o que a pessoa lembra a essa hora, entre um release e outro: de almoçar sobremesa na parte rica do R.U., desligar o cérebro de tanto doce, passar a tarde ciscando e, depois, resenhar madrugada a dentro sobre o livro mais longo do mundo, para o professor mais casca grossa do curso, porque o prazo do trabalho era a manhã seguinte.
E lembrar com saudades.

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Preciso fazer um adendo sobre doces.


Esse croasonho eu não comi. Mas o que eu comi, de chocolate branco com nozes... dá licença que vou ali chorar de tão boa que é a lembrança.

09 agosto 2010

Adoro!!

03 agosto 2010

On and on

Uma vez eu li num desses materiais motivacionais algo do tipo: pergunte a uma pessoa bem sucedida como ela chegou lá. Ela te responderá que foi trabalhando até mais tarde, estudando enquanto os outros se divertiam, produzindo enquanto os outros descansavam. A boa da historinha era mostrar que de nada vale o talento sem dedicação.

Eu tenho dúvidas sobre onde traçar a linha. Qual o limite de até onde você pode ir antes de perder o gosto pela coisa? Até quando sua dedicação quer dizer que você está persistindo por algo e quando ela passa a sinalizar que, embora não vá conseguir, você segue teimando com aquilo. Adianta segurar a mão de alguem? E se você não tiver a mão que acha que tem pra segurar? Por que ninguém me responde nada com a certeza que eu preciso?

Fato

Tem certas paixões quem nem as piores revelações ou as mais amargas constatações fazem acabar. A dor e a delícia do que dura.

29 julho 2010

Dos Valores

Vez por outra você fica em dúvida sobre o quanto vale uma pessoa. O quanto ela presta. Ou o quanto ela não presta. Talvez um bom parâmetro para avaliar isso seja observar qual o tipo de relação que leva você até ela. E como essa relação é precebida.

Por exemplo:

"Nossa, eu tenho uma pena dessa pessoa, ela sofre tanto comigo" - isso quer dizer que você vale menos que a pessoa em questão, enquanto ser humano.

"Essa pessoa só anda junto com gente falsa, cínica e dissimulada. Só se relaciona por interesse" - isso significa que você não será a exceção. E que, sabendo disso, pode manter uma distância segura de 'how much I care'. Então a pessoa pode ser que não valha muito - ou tanto quanto você, dependendo do grau de ligação que os une.

Tudo isso pra dizer que é mentira que os opostos se atraem. As afinidades consentidas se atraem. Se você tem a impressão que parte das pessoas que lhe são muito próximas valem muito pouco, talvez você não seja tão diferente por estar num círculo assim. Mas, claro, você sempre pode ser um pesquisador fazendo estudos em comunidades exóticas.

26 julho 2010

Sexta-feira

Ok, eu só vou postar uma fotinha de longe, que é pra não deixar as pessoas morrendo de vontade. Afinal, eu sou um ser humano do bem, né, gente.

Então que sexta-feira, com todo o frio possível do universo, eu entrei num carro e fui pra Gramado comeu fondue. De queijo, de carne e de frutas com chocolate. E regado a moscatel. Porque de vez em quando faz bem fugir do arroz-com-feijão do dia-a-dia, né.

24 julho 2010

Frase do findi

”A amizade nasce no momento em que uma pessoa diz para a outra ‘O que? Você também? Pensei que eu era o único’.”

Clive Staples Lewis