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13 fevereiro 2007

Sem confetes


Agora que os cientistas já cansaram de descobrir como decifrar o código genético, é questão de minutos até que esbarrem no gene do carnaval. Porque só uma predisposição genética explica como existem pessoas que ficam alucinadas nesse período do ano e outras que não poderiam se importar menos - na verdade elas se importam, sim, mas com a possibilidade de um feriadão.
O gênero humano se divide entre os que curtem pular e suar ao som de músicas típicas - ia escrever marchinhas, mas meus cabelos brancos ficariam muito evidentes - beber cerveja e beijar qualquer um na boca. Ok, escrevendo assim não parece tão ruim, vá lá...
Já a outra porcentagem das pessoas não suporta a futilidade de ficar como um bobo-alegre durante três ou quatro dias, justificando uma tal necessidade incontrolável de liberar algum instito primitivo ou coisa que o valha.
Pode ser coisa da idade, mas tem gente que nunca foi e nunca irá com a cara do carnaval e nem entende pra que tanta comoção. Pra esses fica difícil encontrar refúgio - mesmo na terra da tarantella - porque pra qualquer lugar (ou canal) onde se olhe há uma mulata com lantejoulas no corpo sabando sobre um sapato com 20 cm de salto.
Pobres dos que nasceram no país errado - um baile de máscaras parece muito mais atraente pra que se possa fazer o que quer sem pensar no dia seguinte - mas que pelo menos descolaram um dia de folga.

2 comentários:

nádia disse...

Agora não entendi. Tu já compraste ingresso para o Carvanal do Vinho e planejas guardar 1 milhão para assistir ao Carnaval do Rio em 2008. Quem não gosta de Carnaval? Estás falando de quem?

Preta disse...

O desfile das escolas de samba é um caso à parte, válido pelo aspecto artístico dos carros, das fantasias, da grandiosidade. Mas é bem pouco provável que a Sapucaí consiga desfazer meu beiço torcido em relação aos outros aspectos do carnaval.