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12 março 2010

Vai pro banco, vai

Não, não. Se você vai começar a ler este post com o ar de xororô no mode on pode parar aqui e vá ler, sei lá, o blog da luciana. Não tô com paciência pra autopeidade. Aliás, não tô com paciência e ponto.

Complicado isso de quando a gente manifesta algo, esperando algum tipo de reação, qualquer que fosse, e vem só o silêncio. Não que o silêncio não seja uma reação. Só que é uma reação ininterpretável. Ou melhor, é uma questão de múltipla escolha sem gabarito - pode ser entendido como todas as alternativas corretas ou como nenhuma das alternativas anteriores.

Porque o silêncio pode significar qualquer coisa. Desde um não saber que som emitir, a um constrangimento sobre o som a ser emitido, até uma estrandosa concordância, ainda que muda.

Essa semana já visitei todas as letras de uns oitenta alfabetos pensando em qual seria a alternativa certa para o silêncio que me foi dado como resposta. Pensei em toda e descartei todas. Mas teve uma que foi, até agora, a bala da roleta russa.

Quem cala, consente, diz o ditado popular, porque, embora eu os odeie, eles sempre têm o melhor resumo da ópera. Se o contrário não veio, o que resta, agora, é colocar em prática aquilo confirmado pelo não dito.

É assim, como um jogo de xadrez. Um movimento feito seguido de um xeque-mate recebido.

1 comentários:

disse...

Putz, blog da Luciana, essa foi demais. E o que são aqueles comentários? Não sei o que é pior, se o blog ou os comentários.

Belo texto. O silêncio dá vazão a milhares de interpretações.