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13 junho 2011

Segunda-feira

27 maio 2011

Reposicionamento

No fim das contas é tudo igual. Veja: 

"A criação de pavões é um excelente negócio (ok, excelente é exagero).Famoso pela beleza e colorido de suas penas, o pavão é criado sobretudo como ave ornamental, sendo utilizado para enfeitar chácaras, sítios e jardins (então, não serve pra nada e acha que tá abafando?! certo, já vi o filme). Normalmente, os pavões são dóceis com o criador, mas podem ser agressivos se o manejo não for adequado (ou seja, contrarie suas ordens para ver). Como são grandes (egos), precisam de espaço (em cm/col?). Aves adultas são rústicas e resistentes, mas os filhotes são frágeis, sensíveis à umidade, frio e verminose (trocando em miúdos: trabalhe com a velha guarda e vai comer o pão que o diabo amassou com os pés; com a nova escola, vc vai ter que carregá-los no colo).

26 maio 2011

Frase do dia

Uma gota de mel atrai mais moscas do que um barril de vinagre.


Ps.: vou bloquear pra sempre a pessoa que vier com a gracinha 'e por que vc haveria de querer atrair um bando de moscas?'.

20 maio 2011

talento

"Brasil é 3º país com mais escassez de talentos no mundo, diz pesquisa

Em um levantamento realizado pela consultoria de recursos humanos Manpower, 57% dos empregadores disseram estar tendo dificuldades de preencher suas vagas, principalmente por conta da falta de qualificação da mão-de-obra."


Deixe-me adivinhar… 
Você com todo seu talento está exatamente assim neste momento?

16 maio 2011

Do que só os nossos olhos percebem

Estavam em um daqueles momentos tênues onde tanto cai bem o silêncio como combinam aquelas frases pontuais, revelações não solenes que só a plena cumplicidade permite compartilhar. Era o estado perfeito para o cenário ideal de uma noite negra ao extremo, salpicada por um frio seco e um vento duro que, em rajadas pontuais, remetia ao cheiro do frescor interno da vibração juvenil de outrora.

- Sabe, eu poderia relevar todo o resto só por causa desses detalhes.

- Que barato que tu te vende.

- Tenho esse ponto fraco de supervalorizar as menores exposições.

- Carência, certo. Essa necessidade de se sentir diferente dos demais.

- Vejo mais como uma conquista.

- Vale o esforço?

- Paga o preço da minha vaidade.

10 maio 2011

E.T., Casa

Minha futura casa, que por enquanto só tem a forma de uma pilha de contas a pagar:

09 abril 2011

Palmas para o face

Se eu até agora não tinha sacado bem a boa do facebook, ter esbarrado com essa indicação valeu a abertura da conta. Um pequeno bálsamo para os momentos de conturbação e ira.


Para assistir: aqui.

Não em tom de qualquer tipo de comparativo, mas casualmente da mesma pessoa que, muitos e muitos anos atrás, me apresentou ao som de Madonna.

03 abril 2011

Tirando as teias

Bom. Há que se tirar as teias de aranha do que está há muito tempo parado, imobilizado, inerte. Começo pelo meu querido blogue, que esteve em stand by prolongado devido a um momento em que o trabalho era demais e o efeito das cápsulas obtidas no mercado negro, de menos. Não que o cenário esteja radicalmente diferente em qualquer dos casos, diga-se, mas ficar às voltas com rabugices não tem se mostrado lá muito útil.

Existem também outras coisas que andam precisando de uma bela sacudida. Porque, né, vamos nos ater somente à parte boa da rotina - as outras que são feias e desgastantes vamos não mais esconder pra debaixo do tapete. Pois, então, ou as coisas vão pra reciclagem e começam a funcionar mais do jeito que a gente quer e espera ou o que resta é o saquinho do orgânico. E pra não dar a impressão de estar na vibe louquinha-do-pano-perfex, digo que às vezes a gente se infurna num ciclo de descontentamento eterno esperando que alguém venha magicamente nos socorrer do abismo - sem lembrar do óbvio: ninguém pode fazer nada por você além de você mesmo.

Porque você não pode mudar o outro e, talvez, você chegue à conclusão que não pode se adptar ao jeito do outro. Se a mudança começa por você, comece por não mais aceitando o que te desagrada. Dizem que é preciso a pessoa se dar ao respeito. Talvez seja algo por aí. E eu tenho que ver isso em mais de uma frente de ação.

Isso me parece bem a cara de abril - é o segundo mês que mais gosto no ano. Pode ser que os mil anos de catequese tenham me incutido nele a sensação de renovação com a história de ressurreição - rola bem mais do que no super badalado 31 de dezembro pra mim. Tem uma música do Lenine que se chama 'do it' que eu acho super a ver com esse momento. Eu nunca a ouvi (preguiça pura), mas só ler a letra já me basta:

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...


Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure...
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta...

 Acho, então, que dá pra fazer né.

26 fevereiro 2011

Mal sem cura

07 fevereiro 2011

uma porção de pipocas

Tem dias em que tudo o que você precisa é uma porção de pipocas. Ou melhor - alguém que se disponha a te fazer uma porção de pipocas. Não digo aquelas de microondas, que basta tirar da embalagem, apertar um botão e pronto. Falo daquelas pipocas de panela, em que a pessoa tem o trabalho de preparar o recipiente com o óleo, aquecer o óleo, jogar os grãos, sacolejar a panela na hora certa, temperar e servir. Ritual completo, seguido de um demorado momento de degustação and a little chat.
Porque todo o objetivo da pipoca de panela é as pessoas reservarem um tempo pra conversar - do momento que medem a quantidade de grãos que vão ao fogo até a hora de passar fio dental pra tirar aquela casquinha, as pessoas podem descompromissadamente bater papo com aquele ar saudosista que grita 'como se fazia uma vez, quando a vida era outra'.
O ritual da pipoca de panela é completo porque, além de ter toda uma longa duração predeterminada que permite uma conexão, ou reconexão, aproxima as pessoas - também fisicamente. Ou como você alcança o pote das pipocas, se estiver sentado a quadras de distância?! Por isso que, se você pensar direito, comer pipoca de panela é praticamente uma celebração dos laços entre as pessoas.


Hoje é um dia triste. Hoje ninguém quis fazer pipoca de panela pra mim.

19 janeiro 2011

Mediocridade

Eu sou uma pessoa medíocre. Pronto, falei e era isso. Porque sabe o que eu queria hoje? Colocar uma bermuda, um chinelo de dedo, sentar no sofá e passar horas a fio falando mal das pessoas que me atormentam a vida. E queria alguém igualmente amargurado ao meu lado para concordar integralmente com tudo o que eu disser - maldisser - sobre os viventes em questão.

12 janeiro 2011

Mensagem na Garrafa

Eu tenho um amigo que aniversaria - e que aniversaria de forma sobretudo especial neste ano. Esse meu amigo que aniversaria é meu amigo há um bom punhado de anos. Nesse punhado de anos em que eu conheço esse meu amigo que aniversaria, muito foi falado, muito fui entendido, muito álcool foi bebido e muitas distâncias foram tiradas de letra.

Eu tenho um amigo que aniversaria com quem eu posso ter uma conversa, parar uma conversa, e retomar ela do mesmo exato ponto dez minutos ou dez dias depois. E não importa em que parte do globo ele esteja. Esse meu amigo que aniversaria, que eu conheço há um punhado de anos e com quem eu já bebi muito, pode me dizer a penca de verdades que quiser sem que eu tenha vontade de ficar de mal ou fazer ceninha de ofendida. Porque com esse meu amigo, é assim que funciona: sem afetação. Com esse meu amigo que aniversaria não tem frescura - então eu não preciso escrever um e-mail padrão desejando sucesso e felicidade no dia do aniversário dele porque isso ele já sabe que é verdade - e porque ia ficar ridículo mandar um e-mail padrão pra esse meu amigo que aniversaria.

Eu tenho um amigo que aniversaria e que eu só vou ver daqui a muito tempo para poder dar um abraço de feliz aniversário. Mas, tudo bem, porque, enquanto isso, vai ser como se ele estivesse por aqui, do mesmo jeito de sempre.

07 janeiro 2011

Bem vindo

Então é que 2011 de fato começou, com a dor e a delícia de voltar - ao trabalho, aos compromissos, ao dia-a-dia, enfim. Porque hoje estou para as metáforas comparativas, um novo ano que começa é como uma partida que inicia do zero. Pense em um jogo de snooker, por exemplo.



O começo do ano taz a mesa verde, com as bolas coloridas milimetricamente alinhadas. Então, no primeiro dia, você dá uma tacada com toda a força, e começa a espalhar bolas para todos os lados. Esse é o único jeito de, em seguida, você encaçapar uma a uma e vencer a partida.

O dia de retorno é meio como que se fosse essa primeira tacada - você faz um grande esparramo, atirando pra todos os lados. Parece que está tudo bagunçado. Mas, aos poucos, você enxerga os caminhos e vai marcando os pontos. Talvez nem sempre você mate a bola na primeira tacada - mas vai melhorando a mira até acertar. É o que se espera, pelo menos.

Post abortado

Postaria algo bem legal hoje, mas abortei a ideia. Sofro de ressaca pós-férias.

19 dezembro 2010

Para 2011

A adaptação é livre, mas a essência é essa:


“Aqui trabalha-se muito, mas trabalha-se rindo. Venha para cá e deixe os outros nos observando e decidindo. Se estamos trabalhando ou se estamos nos divertindo.”

Nessa vibe, para 2011.
* Aham, vou colocar minha bata florida e finalizar com um 'paz e amor, meu camarada', não se preocupem.

17 dezembro 2010

Pergunta do dia

Onde foi parar o tempo extra que as milhares de facilidades do dia-a-dia dizem nos proporcionar?

Porque me parece que cada vez há menos tempo para fazer mais coisas.

Sim, estou no ciclo obsessivo com a questão de falta de tempo. É que me falta muito tempo, pra tudo.

14 dezembro 2010

Por um dia bom

Porque hoje precisa ser um dia bom, lavei duas vezes o cabelo, coloquei meu calçado mais confortável, preparei uma xícara de café nem muito fraco e nem muito forte, dei uma olhadinha no horóscopo (humildade, ele me recomendou) e vim postar no blogue antes de começar a função.
Inventei um ritual porque não lembro exatamente o que fazia na época em que tinha aquela motivação fresca, aquele pique juvenil e aquela paciência de camelo - mas hoje eu preciso daquilo tudo de volta, mais uma vez. Porque hoje tem que ser um dia bom. Por isso respirei fundo, rezei um bom dum pai-nosso, estralei os dedos das mãos e - agora - vamos tentar, né.
Que hoje seja um dia bom.

28 novembro 2010

Sobre o tempo

Acho que saber lidar com o tempo é um dos maiores desafios hoje, no meu dia-a-dia. Primeiro que não sei como dividi-lo em porções equilibradas e acabo mono-ocupação (a gramática do hífem não vale em neologismos, né). Depois, porque no tempo que sobraria para alguma coisa, fico me culpando por não estar fazendo outro zilhão de coisas e acabo em estado catatônico-contemplativo. Como todo mundo, gostaria que meu dia tivesse o dobro de horas, ou que tivesse uma máquina que congelasse o tempo para que, enquanto os outros ficam parados, pudesse sair do atraso. But It doesn't.

Pessoa com ansiedade sofre, né. E pessoa com ansiedade e propensão pra comportamento obsessivo, então, nem se fala. Porque não bastasse a auto-recriminação, chega uma hora que a pessoa começa a entender qualquer coisa como cobrança por mais desempenho, aí vira um monte de engodos convidando pra uma cascata do tipo 'crise emocional, aí vou eu' que inviabiliza qualquer ação.

Pelo menos esse mês (é, estou pensando em dezembro já) tem a desculpa de usar o argumento 'ah, fim de ano é assim pra todo mundo', e aí não precisa gastar tempo efetivamente resolvendo essa questão. Ufa.


22 novembro 2010

Prévia da semana

15 novembro 2010

Se é mesmo que uma imagem vale por mil palavras