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04 dezembro 2007

Ali na esquina

- Estou andando nas nuvens. Parece isso. Sabe como é a sensação?
- Conta.
- Flutuando por dentro. Meio assim, de peito cheio, sabe.
- Porque?
- Tu sabe.
- É ... eu sei
- Sabe mas não entende ...
- Isso que acontece na tua cabeça nem tu deve entender. Não é normal.
- Mas eu acho que tá indo bem.
- Se tu diz.
- Essas análises profundas são sempre as melhores.
- Por que tu não abre a porta duma vez?
- Porque não é esse o jogo. Porque se não for aos poucos não tem graça. E não é pra sempre.
- Pra sempre? Tá.
- Quê?
- Pra sempre é até que tu queira. Até que tu enjoe. É só o tempo de tu conseguir o que tu quer.
- Por isso que eu quero devagarzinho. Porque não quero enjoar.
- Egoísta.
- Não, ainda não.
- É sim, que é tudo vaidade, eu sei.

01 dezembro 2007

trust

Count on me, I'll surprise you, she says.

Eu já postei aqui sobre como é bom ter alguém que relay on you. E volto ao tema, porque tem certos votos de confiança que um faz no outro que são o top de linha em termos de motivação. Saber que as pessoas nem cogitam questionar se podem ou não confiar na outra, e simplesmente confiam, segue acompanhado por uma sensação de valorização e exclusividade (pela raridade que acontece) única.
Claro que cada um infere o que bem quer perto da 01h do sábado, enquanto trabalha.

22 novembro 2007

na boca -- trecho de ficção

- Tu acha que tá feio se eu for assim?
- Não .. sei lá .. acho que tá bom ..
- Por que tu nunca me olha quando te pergunto essas coisas?
- ...
- é só pra te deixar sem jeito ...
- ah
- viu, não me olha
- ... hm ...
- agora ... duvido que se eu chegar bem pertinho, e falar no teu ouvido, assim, bem baixinho, 'eu quero te beijar na boca' tu vai dizer que não.

cada um com o seu

Cada um tem seu HC. É assim, a vida é assim. Cada um tem seu HC e precisa aprender a lidar com isso. O HC de cada um é, em primeiro lugar, a pessoa para quem não se consegue dizer não. Nunca. Para seu HC a pessoa não saber dizer não. A pessoa até pode querer, pode ensaiar, pode esboçar, mas, no fundo e no fim, acaba sempre no sim.
O HC é aquele de quem sempre se fala quando a pessoa não está junto. Sempre. De um jeito ou de outro, a pessoa toca no nome do seu HC.
O HC da pessoa é aquele que sempre se busca agradar. O HC da pessoa é aquele que sempre se quer impressionar. O HC da pessoa é o dono do olhar que pode acabar com o dia da pessoa. O HC da pessoa é aquele que faz a pessoa se desarmar, não conseguir se proteger, ficar vulnerável quase ao ponto de não conseguir mais disfarçar.
O HC da pessoa é aquele por quem se tem as reações mais extremadas, as opiniões mais fundamentalistas, as impressões mais contrastantes.

O HC da pessoa pode demorar a aparecer, mas aparece. O HC da pessoa pode não ser pra sempre o mesmo, mas sempre é um. Um só. Não de dois em dois. Porque o HC de verdade é único enquanto HC.
O HC de cada um não precisa ser o HC, mas sim um HC. E ter um HC não necessariamente é algo ruim - ou bom - é simplesmente algo que é. Vida e morte. Amor e ódio. Coisas que simplesmente são.

fuso horario

Um 'viva' aos horários bizarros, que todo mundo sabe que nunca fui muito de rotina franciscana:

terça-feira, das 23h às 02h: ensaio de evento
quarta-feira: 7h30, evento
19h às 20h30 - cochilo
21h em diante - trabalho
quinta-feira: 8h, escritório
12h - pausa para composto red bull e café
18h - hospital?


hehe

18 novembro 2007

dos livros

Visite uma livraria. De tempos em tempos, visite uma livraria, compre livros e os leia. Compre livros que você sempre quis ler e com quais sempre achou bobagem gastar dinheiro. E leia-os com prazer.

14 novembro 2007

Os quatro

Costumava implicar com as terças-feiras, mas na verdade é das quartas que eu não gosto. Acho dias enfadonhos. Pesados. Em cima do muro. Não gosto das quartas-feiras e de sua falta de definição; não é bem começo e nem bem fim da semana, é o meio. É o termômetro onde a gente vê se o que vem pela frente vai ser bom ou ruim. É onde a gente decide se a semana valeu a pena ou foi tempo perdido. A quarta-feira, e sua formalidade de ser o mais útil entre os dias úteis da semana me incomoda. Muita pressão.

13 novembro 2007

Para entender

Tem certos fatos que acontecem e que a gente precisa de um tempo pra elaborar, porque a gente passa muito na corrida por eles e acaba não percebendo o que eles realmente significam. Tem gente que diz que isso é procurar pêlo em casca de ovo. Eu acho que pensar sobre e criar hipóteses é o único jeito de a gente tentar entender alguma coisa - sim, super óbvia essa minha colocação, dita desse jeito. O que quero dizer é que, as vezes, se a gente tenta ver os fatos um pouco além do que eles se apresentam, descobre possibilidades - ou viagens surreais, vá saber. Cada um assinale a coluna que preferir.
Perceber que as pessoas se importam é sempre muito reconforante. A gente pode querer que elas se importem, esperar que elas se importem; mas quando percebe que elas de fato se importam é bem bacana. E quando é que a gente percebe? Quando as pessoas fazem mais do que seria a obrigação. Só quem se importa despreende tempo e energia pra fazer mais que o mínimo. Mais significativo ainda é quando esse esforço todo é espontâneo e gratuito.
São esses golpes que dão certo sentido às coisas. Que justificam algumas. Que fazem a gente valorizar outras. E, ainda bem, funcionam como uma espécie de atestado que diz 'Valeu a pena ter feito a mais, isso não passou despercebidamente, estou te mostrando que notei'. Não tem lacinho que supere.

07 novembro 2007

O Dia 07

Gente. Eu tenho que postar sobre o dia de hoje. Mas eu não sei como. Não sei.
Estou ficando velha e sensível, vejam só.
Estou enternecida demais para escrever.
Quem sabe amanhã.

31 outubro 2007

one can only not to

A pessoa, quando está vivendo seu inferno astral, pode não escrever novidades no blogue. Um só pode esperar o tempo passar e os astros voltarem a qualquer outra posição aleatória o mais rápido possível. Semana antes de aniversário é o uó.

26 outubro 2007

dito

Eu já te disse que te amo? Eu sei que é um jeito meio abrupto de começar uma conversa, mas queria que tu soubesses. Porque eu fico de tudo quanto é forma tentando demonstrar isso, mas às vezes acho que tu nem percebes. Então queria dizer claramente que sou apaixonado por ti. Do meu jeito - e eu sei que isso não justifica muita coisa - mas explica outras tantas.
E queria dizer que meu gostar não é aquela coisa de literatura, onde o céu é mais azul e o perfume das rosas mais forte só porque o outro existe. Aliás, é dos teus 'apesares' que eu me lembro com mais carinho. É do teu riso estranho, cujo som eu não consigo tirar do ouvido. É do jeito que tu colocas a comida na boca quando acha que ninguém está vendo. É de como tu te preocupas com cada coisa ... com cada coisa ...
É do jeito como tu vens com um tom meio paternal e meio maternal pra cima de mim, meio didático até, de vez em quando, quando te dá um rompante. É da tua voz e da tua cara quando tu achas que está me ensinando alguma coisa, e da tua inocência em não saber que tu é a maior lição que eu aprendo dia a dia.
Então, se eu deixar de lado meu orgulho e minha arrogância pra te ter como sonho às vezes não é claro o suficiente, deixo dito aqui que te amo.

25 outubro 2007

pintura

Porque veio uma vontade bem grande de pensar sobre coisas bonitas é que ela parou um pouco, antes de começar de novo. Porque hoje, por alguma razão, as pessoas lhe pareciam todas mais belas, mais coloridas, mais simpáticas. E, quem diria, agradáveis. Ou era uma mudança de parâmetros no universo ou era assim que sentia estar de bem com o cosmos. Será que era? Claro que ela não sabia - não é que não lembrava, não sabia mesmo. Era dia de dizer frases memoráveis pra pessos. Dizer que gostava. Dizer que admirava. Dizer que tinha saudades. Dizer que estava ali. Embora ela soubesse que isso ela não faria.
Mas era tão estranho como tudo soava melhor dentro dela do que fora. Será que esse é o tipo de sensação que se externa? Ou era do tipo que só faz sentido dentro mesmo, e quando sai da redoma, perde a magia. Achava que era desse jeito. Até porque ela já estava acostumada a esses relâmpagos e sabia que eles tendiam a passar bem rápido. Então melhor do que explicar era escrever, pra tentar capturar a essência e usar depois, quando tudo já não parecesse mais tão bem assim.

19 outubro 2007

do mundo das drogas

Eis-me aqui, no escritório, as 19h30 de uma sexta-feira, interrompendo meu ciclo de produção para postar sobre o mundo das drogas.
Isso porque vivo uma experiência bizarra - na falta de adjetivo menos lugar comum. Há cerca de meia hora dei control + s no meu texto sobre saboneteiras e pedi licença do mundo real para uma cerveja com doritos logo ali, na mesa de reuniões. Porque uma geladinha é preciso pra cortar o efeito alucinante de uma térmica de café sorvida ao longo do dia ...
E com uma lata de boemia, um pacote de salgadinhos e uma sessão mútua de desabafos não é que o fim de tarde ficou bem mais do que 'suportável'? Já dizia minha-poesia-hino-de-vida: "Um dia você aprende que falar pode aliviar dores emocionais ..." e problemas decorridos e problemas por vir também.
Só que nisso a realidade volta a chamar - olha a página do word aí em branco, esperando - mas não o tempo suficiente pra que o efeito lúdico do álcool evaporasse das idéias - pessoas cujo sistema digestivo está emocionalmente abalado são mais frageis para a bebida - e então, quem aparece?! O Café Expresso Duplo do Apolo!!
Então a equação fica assim:
Boemia + bate papo = passagem para o mundo sem estresse.
Café expresso e bis = ticket de volta à realidade.
Viagens transdimensionais = X.
Vamos ver o que acontece daqui por diante.

18 outubro 2007

Prólogo

Um dia você começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Capítulo I - os fatos e as impressões

Foram 18 horas de viagem, 12 das quais dormidas, ou fingidas de dormir. Não sou da turma que tem talento para small talk - nem fiz esforço para, diga-se (erro nº1). Nem por decreto saberia dizer o caminho pelo qual fomos até São Paulo. O que, aliás, é totalmente ok, porque é uma informação mega dispensável saber o caminho por terra até SP.

São Paulo deve ser a cidade mais quente do mundo: sua-se muito lá, mesmo com a cara enfiada no ar conidicionado. As pessoas todas, todas fumam, sem parar. Talvez por isso haja tanta poluição. E talvez por isso gastem tanto tempo nos deslocamentos automobilísticos: para ter mais tempo de fumar. Essa é a única explicação para o fato de pessoas seguirem vivendo em uma cidade onde mede-se qualquer descolamento em horas. horaS. S.

Aviões com mal de parkinson não são os mais agradáveis para se voar, à noite, e aterrisando em uma ilha (que tem água pelos lados, entendem?!)

O melhor broownie do mundo e o único capuccino até hj bebido que vale o nome que tem estão no aeroporto de Guarulhos. Eles fazem o caos aereo valer a pena. E são tão bons que a pessoa naturalmente sente-se disposta a encarar a queda do avião como 'ok' depois de prova-los.

Com pessoas dissimuladas, age-se dissimuladamente. Melhor ainda se chegar a essa conclusão em tempo hábil para fazê-lo. Check list para a próxima vez.

Azeitona e batatas não formam um pestisco bom. Nem suco de limão com manjericão é bom de beber. Registre-se: deve-se comer salame, queijo e suco de uva em um estande. Sim, sim, dispostos sobre uma toalha com xadrez vermelho ao lado de uma família trajada com a roupa de 1875 cantando 'tcha tcha tcha pun, tcha tcha tcha pun'.

Deve haver uma monografia que explique por que tendemos a copiar o sotaque do lugar aonde estamos. E que justifique por que não conseguimos parar mesmo sabendo quanto ridículo isso é.

Qual é o nome da escala que mede o nível de estresse da pessoa que passa dois dias (três, contando hoje) indo para o banheiro invariavelmente dez minutos depois de colocar qualquer coisa na boca?! Ainda bem que na feira se fica de pé e não precisa sentar.

Viagem é sempre bom pra trocar os ares velhos entre as idéias na cabeça. Sempre se volta com pensamentos novos. | acharam que a pessimista tinha ficado por lá?! E dúvidas novas! E incertezas novas! E frustrações novas! E erros novos na bagagem, entre um kit de imprensa da concorrência e outro.

09 outubro 2007

Ranso

O gosto azedo na boca é da amargura que sobe o esôfago. O café é frio, é doce, é fraco, é inútil. Espírito ransoso. A testa com aquele suor grosso, que não escorre, mas tampa a pele e fica nos dedos. Oleoso. O corpo em febre, frio e calor. O cabelo incomoda. O ar pesa. A roupa coça. Nem vontade de suspirar. A visão embaraçada e a cabeça anuviada. Ou vice-versa.
É a criatividade na figura de um homem velho, com um pano amarrado cobrindo o sexo, numa masmorra de pedras geladas e escuras que ardem contra a modorra do dia, e que desistiu de procurar a saída.
É o silêncio não de quem cala, mas de quem absorve.
Tem dias que não nascem para serem bons.

27 setembro 2007

tua

"Uma vez escrevi uma carta que dizia '...Toma (minhas palavras) que são tuas. Tudo teu...'. Só que era uma carta de ficção, daquelas que se escreve pelo prazer do efeito dramático que têm. Mas eu hoje escrevo de verdade: 'toma, que sou tua, toda tua.'
Sou tua porque quanto estou contigo me entrego completamente, sou só atenção, sou só você. Sou tua porque busco com sede tua expressão, porque quero te decifrar por completo, porque busco no tom da tua voz e no vazio do teu olhar o que se passa em ti. Sou tua porque me escondo na sombra se assim puder te ver brilhar. Sou tua porque se tu não está bem, nada mais está.

Sou ainda mais tua quando não estou contigo, porque aí sou tua em pensamento. Sou tua porque lembro de ti quando acordo no meio da noite, não importa onde estejas. Sou tua porque ainda anseio pela tua chegada, todas as vezes que ela se repete. Sou tua porque quero estar onde tu não está.

Sou tua e tu me tens nas mãos e não sabe. Eu jogo com a minha indiferença para que tu não o sejas comigo. Eu te afasto quando na verdade quero te aproximar. Eu uso todos os clichês contigo mas te trato como peça única. Eu te adoro pela tua doçura e te detesto pela tua acidez. Eu te adoro pela tua acidez e te detesto pela tua doçura.

Sou tua e tu nunca saberás. Sou tua e quero tu o sejas também, mas devagarinho, porque se eu for para ti como tu és para mim, eu não vou saber o que postar."

20 setembro 2007

Check

Cada um com seu bloco e lápis na mão pra assinalar um 'V' ao lado de noções que são de conhecimento geral da humanidade e se confirmam vez por outra:

- festas organizadas aos trancos e barrancos são as melhores.
- assunto gera assunto: quanto mais se fala com uma pessoa, mais se tem para falar. distanciamentos criam vácuos.
- comidas doces e comidas salgadas não pertencem ao mesmo prato, os alemães que me perdoem.
- óbvio que misturar arroz com vinho não fica bom. Aliás, arroz casa com feijão, e só, como todo mundo sabe.
- pessoas, como macacos, têm papeis definidos nos grupos a que pertecem.
- a ordem natural dos acontecimentos precisa ser respeitada: a comida só pode parecer com vômito quando sai do corpo, antes de entrar pela boca gera um certo, digamos, desconforto.
- lugares que oferecem cachaça de frutas com uma espiga de milho perdida dentro da jarra não podem ser levados a sério.
- mesmo uma bebida universal como o café tem limitações de usos. Risoto de café definitivamente não é uma boa idéia.
- se você prestar bem atenção, consegue decifrar as pessoas olhando em seus olhos quando elas não percebem.
- fotos têm o poder de maquiar fiascos.


14 setembro 2007

you learn

Algns dizem que a melhor forma de conhecer uma pessoa é dando-lhe dinheiro. Outros, que é dando poder. Eu diria que as situações de estresse também são um bom termômetro. Como uma pessoa reage quando a) está sob pressão; b) encara imprevistos; c) encara culpas e assume responsabilidades pode dizer muito sobre sua personalidade.

Há os que se emburram. E desistem.
Há os que emburram mas se mostram dispostos a encontrar soluções;
Há os que dizem 'deixa assim, paciência' e n fazem nada;
Há os que se desesperam e não fazem nada;
Há os que se desesperam e resolvem as coisas.

Isso pros dois primeiros itens. Pro terceiro o negócio é assim:
- tem gente que procura causas e não culpados. e fica protegendo as pessoas.
- tem gente que procura culpados. e são sempre os outros.
- tem gente que se faz de culpado quando na verdade acha que a culpa é dos outros.
- tem gente que tenta se fazer de culpado pra parecer bonzinho mas assim que descobrir como, mete no dos outros pra não se queimar.

A lição do episódio é uma frase de Shakespeare (ou pelo menos que a net diz ser dele, em 'Um dia você aprende'):
"E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso."

06 setembro 2007

o bom e o ótimo

O dia é daqueles em que o ar está leve, ao mesmo tempo que efervescente. A agitação é do tipo que antecipa algo de bom. Uma espectativa de que tudo pode, enfim, dar certo. E de que sim, vale a pena, sim. Nem o sol agride tampouco o calor incomoda. Hoje o dia é bom.
Sentada na cadeira, ela quase não sente vontade de se mexer, de tatear o teclado em busca das palavras, sequer de pensar. Ela só quer ficar em silêncio, introspectiva. Porque o dia é de sentir. No peito, aquele bem estar que só de vez em quando se experimenta. Aquela sensação de força e invecibilidade. É quase uma necessidade de devoção. As idéias se perdem, soltas, pensando no 'se' e correndo na direção oposta da lembrança dos dias que não são tão bons assim.
Por isso ela não quer se mexer. Pra não estragar esse momento. Porque ela sabe que é raro.