- Quem virou madrinha de bateria de qual escola; quem trocou de escola de samba pela qual desfila, quantas horas de malhação a pessoa está fazendo para desfilar na escola de samba em que é madrinha de bateria por cento e cinco mil anos, samba-enredos quaisquer e a nova arte da globeleza.
- Qualquer coisa relacionada à escalação de times de futebol, sejam eles de que divisão forem, de que campeonato participam e em qual moeda foi feita a transação comercial de seus jogadores.
- O que vai acontecer com personagens de novela ... porque são PERSONAGENS de uma NOVELA. Sacou a não relevância prática?!
- Frases opinativo-afirmativas que terminam com um irritante 'né????', forçando a uma resposta confirmativa pra ver se, pelo menos, o silêncio volta.
21 janeiro 2010
20 janeiro 2010
Pode ser também
Uns não entendem. Tem quem vê como pira. Pode ser excentricidade, talvez. Mas, quem sabe.
“...
muitas vezes nos achamos tão insignificantes que sequer paramos para pensar que podemos ser mensageiros, como se fôssemos anjos de carne e osso. Nos falta a compreensão do que estamos fazendo aqui. Aí precisamos de uma tragédia para tentar nos lembrar de nosso papel.
(...)
Talvez em um primeiro momento a ideia não fique bem clara. Mas é só pensar em quantas pessoas nós já influenciamos ou ajudamos ao longo da vida. Todo mundo tem alguém que lhe é grato, pelo motivo mais banal que seja.
E, se esse poder existe, a gente pode multiplicá-lo mil vezes — esse é o efeito real.”
Ler na íntegra.
“...
muitas vezes nos achamos tão insignificantes que sequer paramos para pensar que podemos ser mensageiros, como se fôssemos anjos de carne e osso. Nos falta a compreensão do que estamos fazendo aqui. Aí precisamos de uma tragédia para tentar nos lembrar de nosso papel.
(...)
Talvez em um primeiro momento a ideia não fique bem clara. Mas é só pensar em quantas pessoas nós já influenciamos ou ajudamos ao longo da vida. Todo mundo tem alguém que lhe é grato, pelo motivo mais banal que seja.
E, se esse poder existe, a gente pode multiplicá-lo mil vezes — esse é o efeito real.”
Ler na íntegra.
18 janeiro 2010
Porta retrato
Semana na boua
15 janeiro 2010
13 janeiro 2010
Conexão léxica
Tédio: sm (lat taediu) 1 Desgosto profundo, que faz que se olhem com repugnância as pessoas, as coisas ou os fatos. 2 Aborrecimento, desgosto, enfado, fastio.
Enfado: sm 1 Ato ou efeito de enfadar. 2 Agastamento, zanga. 3 Cansaço. 4 Impressão desagradável, mal-estar. 5 Tédio, fastio.
Enfastiar: vtd e vint 1 Causar fastio ou tédio a. vpr 2 Enfadar-se, enojar-se. vtd 3 Tornar-se aborrecido a; molestar, cansar.
10 janeiro 2010
Fases
Ano passado, pela passagem do aniversário de Kassandra, escrevi uma postagem. Diferentemente do que fiz então, neste 11 de janeiro aproveito os ensejos da data (uau, hein), para escrever sobre fases. E posso fazer isso, neste dia em especial, em que supostamente deveria discorrer sobre parabenizações e votos de felicidade eterna, porque ... bem, porque nós já passamos dessa fase.
Não pela quantidade de anos que compartilhamos, pelas situações bizarras que protagonizamos ou pelas confidências que trocamos - não em isolado por qualquer uma dessas razões, mas quem sabe pela soma dessas a outras tantas que não se pode mensurar - nós passamos da fase da burocracia. Passamos da fase das formalidades. Passamos da fase do querer impressionar. Do tentar esconder as insanidades de nossas famílias problemáticas em nome da manutenção das aparências. Do responder 'tudo bem' - ou melhor, passamos da fase do perguntar se está tudo bem para perguntar o que houve.
Passamos a fase das reticenças que levam aos mal-entendidos. Da hesitação ante assumir o papel de megera e descer o cacete (metaforicamente falando, porque ninguém pensa em descer o cacete numa pessoa faixa preta) sempre que necessário.
Porque nós já passamos de todas essas fases é que eu posso não escrever o quanto única ela é e quantos mil votos de tudo o que há de melhor eu tenho para ela.
Posso, embora tenha passado o fim de semana inteiro guardando os últimos 0,39 centavos de crédito disponíveis no celular e precisado utilizá-los na noite de domingo, não mandar uma mensagem logo após a meia-noite dizendo que lembrei da data e desejando felicidades. Porque ela sabe tudo isso. E sabe que o 'tudo isso' certamente não é uma fase que passa.
Não pela quantidade de anos que compartilhamos, pelas situações bizarras que protagonizamos ou pelas confidências que trocamos - não em isolado por qualquer uma dessas razões, mas quem sabe pela soma dessas a outras tantas que não se pode mensurar - nós passamos da fase da burocracia. Passamos da fase das formalidades. Passamos da fase do querer impressionar. Do tentar esconder as insanidades de nossas famílias problemáticas em nome da manutenção das aparências. Do responder 'tudo bem' - ou melhor, passamos da fase do perguntar se está tudo bem para perguntar o que houve.
Passamos a fase das reticenças que levam aos mal-entendidos. Da hesitação ante assumir o papel de megera e descer o cacete (metaforicamente falando, porque ninguém pensa em descer o cacete numa pessoa faixa preta) sempre que necessário.
Porque nós já passamos de todas essas fases é que eu posso não escrever o quanto única ela é e quantos mil votos de tudo o que há de melhor eu tenho para ela.
Posso, embora tenha passado o fim de semana inteiro guardando os últimos 0,39 centavos de crédito disponíveis no celular e precisado utilizá-los na noite de domingo, não mandar uma mensagem logo após a meia-noite dizendo que lembrei da data e desejando felicidades. Porque ela sabe tudo isso. E sabe que o 'tudo isso' certamente não é uma fase que passa.
09 janeiro 2010
No espelho
A diferença entre como as coisas realmente são e como a gente faz elas parecerem ser é fascinante. Tome por exemplo a seguinte cena:
"é sábado à noite e um pré-balzaquiana, recostada na poltrona, na sala de estar de sua casa, no campo, repõe o espumante na taça, fitando a dança dos insetos iludidos pela luz da lâmpada do poste, do outro lado da rua, enquanto, em sua mente, disputam a atenção tantos planos de um ideal de sucesso pleno e ideias quanto as borbulhas que emergem da bebida que lhe faz companhia."
Ou o cenário poderia ser esse, quem sabe:
"assistindo o ponteiro do relógio empurrar as horas da noite lentamente, a futura balzaquiana decide sorver a viagem no tempo contida numa garrafa de espumante. sozinha, no sofá da sala, na casa no meio do nada, limita-se a fitar os insetos que teimam em roda a lâmpada do poste, do outro lado da rua, do mesmo modo que ela insiste em reprisar na memória a série de infortúnios, ausências e equívocos que tão bem lhe fazem companhia."
E então, pra que lado você vai? Tim-tim.
"é sábado à noite e um pré-balzaquiana, recostada na poltrona, na sala de estar de sua casa, no campo, repõe o espumante na taça, fitando a dança dos insetos iludidos pela luz da lâmpada do poste, do outro lado da rua, enquanto, em sua mente, disputam a atenção tantos planos de um ideal de sucesso pleno e ideias quanto as borbulhas que emergem da bebida que lhe faz companhia."
Ou o cenário poderia ser esse, quem sabe:
"assistindo o ponteiro do relógio empurrar as horas da noite lentamente, a futura balzaquiana decide sorver a viagem no tempo contida numa garrafa de espumante. sozinha, no sofá da sala, na casa no meio do nada, limita-se a fitar os insetos que teimam em roda a lâmpada do poste, do outro lado da rua, do mesmo modo que ela insiste em reprisar na memória a série de infortúnios, ausências e equívocos que tão bem lhe fazem companhia."
E então, pra que lado você vai? Tim-tim.
08 janeiro 2010
Saci
05 janeiro 2010
Silêncio
Um pode compreender a dimensão do silêncio quando não tem com quem falar - mas sobretudo quando não encontra ninguém que verdadeiramente se disponha a escutar.
"Silence is the shield of the ignorant and the protection of the wise. For the ignorant does not prove his ignorance if he keeps silent, and the wise man does not throw pearls before swine if he knows the worth of silence. (...)
It is restlessness when a person speaks too much. The more words are used to express an idea, the less powerful they become. It is a great pity that man so often thinks of saving pennies and never thinks of sparing words. It is like saving pebbles and throwing away pearls.
An Indian poet says, 'Pearl-shell, what gives you your precious contents? Silence; for years my lips were closed.' For a moment it is a struggle with oneself; it is controlling an impulse; but afterwards the same thing becomes a power."
"Silence is the shield of the ignorant and the protection of the wise. For the ignorant does not prove his ignorance if he keeps silent, and the wise man does not throw pearls before swine if he knows the worth of silence. (...)
It is restlessness when a person speaks too much. The more words are used to express an idea, the less powerful they become. It is a great pity that man so often thinks of saving pennies and never thinks of sparing words. It is like saving pebbles and throwing away pearls.
An Indian poet says, 'Pearl-shell, what gives you your precious contents? Silence; for years my lips were closed.' For a moment it is a struggle with oneself; it is controlling an impulse; but afterwards the same thing becomes a power."
Trechos retirados daqui, pesquisa que não foi aprofundada, mas inspirada por um relance de Illuminated Rumi.




